November 21st, 2008 -- Ivan Pereira

Um post para a imortalidade2

Já pensaram bem que cada vez que escrevem um post, um comentário, um artigo, publicam uma foto, um video, etc… estão a tornar-se potêncialmente imortais. Que a vossa marca fica ali “para sempre”…

Coisas que esta nossa sociedade da informação fez com que chegasse a qualquer um.

Adivinha a merda que aqui vai…7

Digam-me o que disserem, mas que merda de música é esta?
A melodia já está gasta, o tema também, e a letra é suposto ser o quê?
Porque é que as rádios passam isto? Não têm melhor? É por ser quem é?

Desculpem-me mas ouvir isto é não ter os mínimos de aceitação de qualidade musical. É suposto a música ser uma arte, algo artistico.

PS: Não estou contra o gajo que a compôs, cada um compões o que quer e como quer. Não estou contra quem a ouve, o mesmo principio anterior aplica-se. Agora porquê que as radios tanto passam isto dizendo que é o novo sucesso do Andrezito. Sucesso??!! xiça…

RIP, Richard Wright1

É um sinal dos tempos que passam. São as noticias que nos entristecem, ver um ídolo desaparecer. Jamais esquecerei a sua obra tanto a solo como em Pink Floyd.

15 de Setembro foi um dia triste.

Estradas de Portugal5

Caros amigos e leitores.

Este fim de semana, no meu trabalhinho, deparei-me com o fim de semana mais negro nas estradas, desde que comecei nesta vida (Dezembro 2007).

Não sei se foi coincidência ou se tem algo haver, mas o aumento de matrículas amarelas que se verificaram neste fim de semana devem ter contribuído para esta desgraça. não só porque aumentaram o volume de tráfego, mas também porque realmente eles não foram talhados para conduzir nas nossas estradas. Principalmente os que tentam andar de mota sem terem carta e os utensílios em Portugal obrigatórios, como capacete. Resultado, lesões provavelmente fatais e outras que deixaram marcas por muito tempo.

A todos deixo o apelo, conduzam com mais precaução que o costume e se virem um pombo, fujam….(deixo esta explicação para mais tarde).

Aquele abraço…

‘A minha próxima vida’ de Woody Allen2

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expuslo porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até ascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à escrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba como um orgasmo! I rest my case.

Uma diferença de 30 anos (1978 & 2008)1

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga:
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas:
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:
Ano 1978:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado ‘chocolate’ ao outro:
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Tens que fazer uma viagem:
Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.
Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cú acima para ver se trazes drogas.

Situação: Faz ias uma asneira na sala de aula:
Ano 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque ‘alguma deves ter feito’
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno:
Ano 1978:
Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O fim das férias:
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Queria agradecer a Ana Margarida por este fantástico email, que decidi partilhar aqui.

E agora Galp?0

Será que vão descer os preços com a mesma pressa com que os subiram?

Ou será que vão aproveitar para o fazer devagarinho, argumentando que o mercado é instável e assim metem umas largas dezenas de milhões por dia no bolso!

A beleza feminina…2

Este é um daqueles posts escrito pelo Marco no Bitaites que eu depois de o ler digo: Chiça este gajo tirou-me as palavras da boca. Sim concordo inteiramente com o que está escrito, apenas não tenho a qualidade literária necessária para o fazer.

Passo então a transcrever o post:

Não leves a mal, mas beleza não é fundamental

Há mulheres que se julgam sexy por serem boas como o milho. Acho que estão enganadas e chego a ter pena de algumas, sobretudo das mais vaidosas, porque são tão estúpidas que nem percebem que os bons rabos também envelhecem e que a expressão «boa como o milho» diz mais sobre nós do que sobre elas.

Não duvido que muitas mulheres que fazem operações para aumentar os peitos o façam em primeiro lugar para si próprias, mas mesmo assim este triunfo do silicone sobre a pele continua a impressionar-me. Que misteriosa força oculta trabalha a mente feminina a ponto de fazê-la acreditar que a principal condição para se sentir melhor enquanto mulher é aumentando o tamanho das mamas ou perdendo uns quilos?

Em tempos mais antigos das sociedades humanas, quando a comida era ainda escassa, a gordura era considerada um sinal de beleza. O que preferem, afinal? Uma sociedade onde a beleza é um valor cultural ou uma sociedade onde a beleza é um valor de mercado? Como já disse uma vez e não me canso de dizer, vivemos sob a ditadura dos corpos Danone.

Uma gordinha que passe por mim na rua (eu escrevi gordinha, não obesa, a obesidade é um problema de saúde) pode ser infinitamente mais sexy do que qualquer escanzelada que se passeie nas passerelles, mas só com um enorme espírito de independência essa gordinha conseguirá sentir-se sexy. A sociedade não encoraja pessoas com um peso acima da média a sentir-se bem porque a indústria ligada aos produtos de beleza e emagrecimento deseja tê-la em primeiro lugar como cliente.

Na peça Gengis Entre os Pigmeus, de Gregory Motton, diz-se que o segredo do negócio é fazer com que as necessidades estejam ao serviço da oferta - e não o contrário. Se essa necessidade não existir, então usam-se doses massivas de publicidade para a criar. Basta ver o hype gerado pelo escandalosamente caro iPhone para se perceber que as pessoas estão dispostas a qualquer sacrifício para satisfazer esse tipo de necessidades artificiais.

O que portanto acontece com as mulheres e cada vez mais com os homens - sobretudo desde a massificação dos meios de comunicação - é que se deixam escravizar por padrões de beleza que estão para a beleza como o iPhone está para os telemóveis: assentam na conversa fiada, na necessidade de lucro, na manipulação psicológica, na engrenagem de um sistema tipicamente capitalista. Desculpem a conversa mais politizada, mas sou de facto um gajo de esquerda e é assim que vejo as coisas.

Ser a publicidade a dizer-nos o que é bonito e é feio torna-se ainda mais ridículo se pensarmos nas possibilidades do Photoshop, um software capaz de retocar o rosto ou um corpo até que estes correspondam aos padrões artificialmente estabelecidos. Vamos tomar como modelo um rosto retocado num computador? Vivemos numa ilusão criada em nome do lucro - e só nos vamos safando porque o amor e a inteligência continuam a proporcionar-nos os momentos de verdade que precisamos na vida.

Sexy é uma característica que se manifesta nas mulheres através da inteligência e do sentido de humor, da personalidade, no olhar, na capacidade de dar e exigir. Vestir uma camisola com um grande decote, inclinar-se ostensivamente para um gajo e arrumar as mamas de silicone em cima da mesa enquanto conversa não é lá muito sedutor, muito menos sexy. Essas mulheres colocaram-se ao nível do iPhone que admiramos nas montras. São gadgets.


Pensando0

“Quando era miúdo rezava todas as noites a Deus para que me desse uma bicicleta. Depois percebi que Deus não funciona assim, então roubei uma bicicleta e pedi-lhe perdão.”

Emo Philips, comediante americano

in bitaites

Aviso da Samsung0

Hoje num agente oficial da Samsung deparei-me com um aparelho exposto que servia nada mais nada menos, para remover as bactérias do telemóvel.

Segundo a Samsung existem cerca de 25000 bactérias a viver nos nossos queridos telemóveis, enquanto por exemplo existem apenas 29 no nosso tampo da sanita.

Moral a retirar deste estudo da Samsung:

Cagar é mais limpo que falar ao telemóvel!

Dá muito que pensar, especialmente quando se tem conversas de merda ao telemóvel.

A titulo de curiosidade, não submeti o meu telemóvel à dita limpeza, mas curiosidade não me faltou.

Final Countdown1

tereretaum tereretataum tereretamtam terererererere terere terererererererererererrerrrrrrrrrrrrrerereeeeee terererererre, we´re living together but still in farewell…

Bem…

Aqui vai uma cena:

-quantas vezes morres? pergunto eu

-uma, dizes tu

ao que eu respondo,

-a alanis morrisete

outra,

rois as unhas?

não

o van nistel roi!

ou ainda,

és gay?

não

o makelelé!

E cá está.

A Sorte e o Meio0

Este post foi escrito pelo Ricardo Luis no seu blog Fachada de Tardoz. Merece ser lido e relido, pois apresenta uma maneira de ver as coisas que nos rodeiam muito bem descrita e com a qual concordo plenamente.


A verdade, apenas no início do post, assusta-me: somos o meio em que vivemos. Tento imaginar por momentos o que seria nascer numa casa africana pobre ou num asilo asiático fanático. Porque defendo tanto os meus ideais se estes são por si só fruto da terra e do ar que respiro neste local e espaço temporário? Porque tento sequer definir um pensamento se este me surge apenas porque fui educado a pensar assim?

Tento sobreviver com a sorte que tenho. É através desta que a certeza ganha forma e se não a aproveitar ao máximo nunca poderei ser feliz. Errado! Todas as pessoas têm o direito de ser felizes em qualquer parte do mundo, simplesmente essa felicidade é proveniente de causas diferentes. Então qual o caminho para a felicidade psicológica eterna? O que me permite distinguir a sorte e o azar?

Conclusão: penso que posso ser feliz se aprender a respeitar a cultura do próximo e sortudo se NÃO estabelecer pontos de comparação perante adversidades (o contrário do que muitos e-mails “carinhosos”, tipo spam, nos impingem). Se estiver mal não penso que existe alguém numa situação pior porque pode não o estar. Não temos o mínimo de magia e poder para afirmar que o karma do rapaz do outro canto do mundo é negativo seja qual for a condição que ele se encontrar. Numa bifurcação não fico indeciso. Qualquer caminho se torna perfeito se sorrio por cada barreira que elimino, e quantas mais barreiras surgirem mais o gosto pela aniquilação sucessiva aumenta. Não analogamente ao próximo mas sendo egoísta procurando o MEU nirvana.

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Um contrasenso Nacional0

Porque é que quando alguém quer comprar uma bandeira de Portugal, vai aos chineses?

Há aqui qualquer coisinha que não bate certo.

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