November 21st, 2008 -- Ivan Pereira

WebNurseMagazine0

Este é um post que dedico aos meus colegas de profissão.

Sei que cada vez mais enfermeiros dão uma espreitadela ca no blog, e como esta ideia me pareceu interessante resolvi deixar cá a dica.

Trata-se de um revista científica on-line onde se poderão encontrar, de forma gratuita trabalhos de investigação na área de enfermagem entre outras coisas, como link’s para cursos, eventos, etc.

Estará disponível em Novembro a segunda edição semestral da revista, fica aqui o link para adicionarem aos favoritos http://www.webnursemagazine.com/

Deixo aqui o vídeo de apresentação prós mais curiosos :)

Depois da greve…6

Bem, esta carta que se segue vem um bocado representar o que todos nós, enfermeiros sentimos.

Acho que está um levantamento muito correcto do que se passa na nossa profissão, como está tudo dito e mt bem dito, decidi transpor o texto, mostrando a minha solidariedade para com a causa…

Melhor do que a greve, só mesmo uma paralisação total dos Enfermeiros, deixando de prestar qualquer tipo de cuidados durante uns dias. Seria o nosso Maio de 68, com os Enfermeiros no lugar dos estudantes com o estandarte na mão.

“Desabafo de um Enfermeiro:


“(..)Como Enfermeiro, estive hoje de greve assegurando cuidados mínimos. Revejo-me integralmente nas reivindicações da classe.Mas pergunto-me como as outras pessoas vêm a nossa classe, a nossa profissão, a nossa posição na sociedade.Será que não seremos o parente pobre de um sistema de saúde que só tem olhos para outros interesses…

Sou licenciado. Ganho como bacharel ou nem isso. Deveria fazer 140h por mês e trabalho 160 ou mais. Não recebo nada por essas horas a mais, acumulando horas. Tenho colegas com quase 200h positivas, ou seja, 200 horas que prestaram serviço de qualidade e que não viram compensado o esforço, e porque não dizê-lo, dedicação à causa pública, fazendo os possíveis todos os dias para não faltar nada em termos de cuidados de enfermagem.

Essas 200 horas deveriam ser pagas como extraordinárias, ou melhor ainda, deveriam ser realizadas por um dos 5mil enfermeiros que actualmente não tem emprego. No meu serviço devem-se mais de 2000h. No meu hospital há uns dezenas de serviços e a média é nalguns casos superior. Devem-se no país, talvez um milhão de horas de cuidados. O que daria trabalho a mais 7000 Enfermeiros.

E já nem estou a falar no aumento do numero de enfermeiros por cada turno, senão o número teria de ser ainda maior. No meu serviço, para 32 doentes, podem estar apenas 2 enfermeiros de serviço. E ao contrário do que por vezes pensamos (os enfermeiros pensam) só temos 2 mãos, 2 olhos, 2 pernas e 1 cabeça. E não somos omnipresentes.

Sou contratado à mais de 4 anos, trabalhando um pouco à margem da lei com contratos de 6 meses “miraculosamente” renovados. Mas será que algum dia deixarão de precisar realmente dos enfermeiros para termos um contrato tipo “hipermercado” ou pior?

Depois, nestes 4 anos vi o meu ordenado ser aumentado pouco mais de 40€, ou seja 10€ ano. Não subi nenhum escalão, grau, etc, porque simplesmente não há carreira de enfermagem definida, e como contratado a coisa complica-se. Qual é o meu estímulo todos os dias? Apesar de ainda adorar o que faço, trabalho porque preciso do €€€€. É frustrante pensar que todos os anos ao contrário do que deveria ser, ganharei menos. Deveria ganhar como licenciado e ganhar horas extras se me fossem exigidas.

Eu que ganho 6,5€ à hora, bem menos que alguns funcionárias da limpeza (sem desprimor para o seu trabalho), não me pagam horas extra. Mas pagar 2500€ por 24h de um médico, já é moralmente e legalmente aceite.Deixemos de ser hipócritas. Sou mal pago. Sinto todos os dias na pele, o peso e o risco desta profissão, que não é dar injecções e medir tensões. Está redondamente enganado quem dessa forma pensa. Somos um elo central nas relações clínicas, um peça chave. Quem esteve internado e já precisou de nós saberá a tudo o que me refiro.

Formação adicional é sempre condicionada pelos serviços e instituições, num país que quer ter miúdos com computadores por todo o lado, num país em que se não formos doutores não somos ninguém, mas apelar a uma formação contínua, tendencialmente gratuita, é só para outras classes. A qualidade afinal é para outros verem. O doente que se trame.

  • Se tenho um curso de suporte básico de vida, devo-o a mim. 200€ e tem de ser renovado em 2-3 anos.

  • Se tenho um curso de suporte avançado de vida, devo-o a mim. 400€ e renovado em 2-3anos.

Se quero ser especialista, terei de ter pelo menos mais 6000€ de propinas para pagar. E depois, esperar que me aceitem numa instituição, que abram concursos, que se desbloqueiem verbas, etc. Um médico depois de médico torna-se especialista praticamente sem ir à escola em 6 anos. A prática é quase tudo. Nós seremos muito diferentes?

Se quero tirar uma pós.graduação ou mestrado, arrisco-me a queimar as pestanas e tirar tempo à família, não esquecendo mais 3000€ ou 6000€ de propinas. Em troca recebo mais 0€ ao fim do mês. É isto um estímulo ao desenvolvimento?É assim que a profissão está. É assim que nos sentimos.

E vós que opinião têm dos Enfermeiros?””

in http://cogitare.forumenfermagem.org/

Estradas de Portugal5

Caros amigos e leitores.

Este fim de semana, no meu trabalhinho, deparei-me com o fim de semana mais negro nas estradas, desde que comecei nesta vida (Dezembro 2007).

Não sei se foi coincidência ou se tem algo haver, mas o aumento de matrículas amarelas que se verificaram neste fim de semana devem ter contribuído para esta desgraça. não só porque aumentaram o volume de tráfego, mas também porque realmente eles não foram talhados para conduzir nas nossas estradas. Principalmente os que tentam andar de mota sem terem carta e os utensílios em Portugal obrigatórios, como capacete. Resultado, lesões provavelmente fatais e outras que deixaram marcas por muito tempo.

A todos deixo o apelo, conduzam com mais precaução que o costume e se virem um pombo, fujam….(deixo esta explicação para mais tarde).

Aquele abraço…

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